sábado, 31 de agosto de 2019

Turistas (2006) - Crítica


“Após um acidente de ônibus em pleno coração do Brasil, Alex, sua irmã e uma amiga dela, além de vários outros estrangeiros aguardam a chegada de um ônibus substituto. Para minimizar o enfado do aguardo, eles seguem a dica de um transeunte que lhes informa da existência de um local onde podem beber e comer. Seguindo a indicação eles acabam em uma praia paradisíaca , onde encontram um outro casal de estrangeiros em um agradável quiosque. Lá eles se entregam ao prazeres de Baco e da dança. No dia seguinte o casal de estrangeiros some. Dão-se conta que também seus pertences. Ao buscarem ajuda, encontram alguém que os conduz para um centro de um furacão ...”
Antes de se comentar o filme levado às telas algumas considerações. Em primeiro lugar falemos um pouco de seu diretor. Ele trabalhou como ator em Christine – O carro assassino (Dennis Guilder), Nixon(Staffer 1) e Top Gun – Ases indomáveis(Cougar). Como diretor fez “A onda dos sonhos”, “Mergulho radical” e “Gostosa Loucura”. Note-se que dos filmes que dirigiu existe uma certa ligação com os cenários a beira mar.


Em segundo lugar o filme nasceu entre uma parceria de dois pequenos estúdios: o “2929” e o “Stone Village”. Serão socorridos depois com a ajuda financeira e de distribuição da “Fox Atomic”(uma filial da Twentieth Century Fox criada com o intuito de produzir filmes destinados aqueles que são amantes de sensações fortes, nem sempre rebuscadas).
O que assistiremos na tela, como já se pode prever, não primará por ser uma produção bem costurada. O filme sofreu certas dificuldades para ser concluído. O diretor e a sua equipe não tinham certeza que iriam concluir a obra iniciada.
Um dos primeiros personagens que nos é apresentado é o vilão. Sabemos que se trata de um louco. Contudo como em toda as últimas produções do gênero, o louco é nativo do lugar. É um ser que traz em seu bojo, no entanto, o discurso e a prática oriundo de outras plagas (assemelha-se a um cientista tardio de um campo de concentração alemão). Ele arranca os órgãos de suas vítimas para doá-los a um hospital popular do Rio de Janeiro. Ele se vinga dos estrangeiros que vem saquear o Brasil desde o seu descobrimento (ele cita mais precisamente o tráfico de crianças, de mulheres e de órgãos). O médico além de louco é sádico, já que tal pilhagem é realizada com o paciente despertado.
As suas vítimas são preconceituosas. O discurso dos que desfilam na tela é de que aqui é o lugar do pode tudo: “Não existe pecado no lado de baixo do Equador”. Os jovens turistas estão a procura de sexo, drogas e bebidas. Nenhum compromisso que não seja o do hedonismo os anima.
Apesar do tema indigesto o filme não soa arrastado. Isso se deve ao acerto da mistura entre atores estrangeiros e nativos (não que existam grandes performances) que cria a sensação de veracidade necessária. A vulnerabilidade desses turistas se acentua diante da incompreensão da língua, da grandiosidade da Natureza que parece tudo esconder em suas entranhas e uma doentia sensação de que os habitantes se sentem poderosos com a demonstração de fragilidade e da não adaptação dos turistas ao nosso meio. Tal ambientação, consciente ou não acaba por fazer com que o filme marche, sem se tornar cansativo, apesar do sentimento de “déjà vu” que impera em toda tomada.
A primeira parte serve para que o público alvo (os jovens) se identifique com a aventura e com o que desfila na terra (corpos jovens em minúsculos biquínis e, paisagens belíssimas) pronto para ser vivido e sentido. A partir de sua segunda metade o horror se instala. Aqui um dos erros maiores: o vilão é desnudado sem o requinte necessário, sem suspense e surpresas. Apesar disso ele ainda choca. Afinal, o discurso para os estrangeiros soa lógico demais: São eles que se beneficiam com o silêncio do tráfico humano para esses fins. Creio que o filme deve ter recebido criticas benfazejas na Europa devido ao tema que perturba e choca. Sobretudo por sabermos que tal existe e as autoridades fingem não ver.
Um filme como “Turistas” acabara marcando uma época não pelas qualidades, mas por abordar um tema indigesto, ainda que de uma maneira superficial. Deve ter funcionado melhor para o público americano e europeu, pois apesar do discurso político de seu vilão, o que faz com que de fato o filme seja agradável para eles é o fato deles serem as vítimas aqui, ao contrário da realidade. E também por difundir que o bom selvagem (na visão deles) pode ser um lobo disfarçado em cordeiro (Kiko) pronto para se aproveitar do turista incauto.
Em suma um filme cheio de furos, com interpretações sofríveis e que promete mais do que cumpre. Em mãos mais competentes poderia até ter ido mais longe. Mas devido ao tema que perturba e aos cenários magníficos deixa-se ver.

Escrito por Conde Fouá Anderaos, em 10/05/2009

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Era uma Vez em... Hollywood (2009) - Crítica


Pulp Fiction transformou Tarantino numa referência mundial, não só pelo fato de ter arrebatado a Palma de Ouro, mas sobretudo pela qualidade indiscutível do que foi levado as telas e também por romper com a película os limites do país onde nasceu. O fato de ter angariado o prêmio no velho continente pesou muito em sua carreira. Alçado ao posto de cineasta erudito (ainda que pese contra ele o fato de: “Tarantino nunca leu um livro clássico em sua vida – Pedro Almodovar”).
Na obra precedente (Os Oito Odiados) o principal alicerce que sustentou o filme foi fazer referência a suas próprias realizações, o que pesou em reforçar a sensação de um filme extremamente longo sem necessidade. Quando se descobriu que faria um filme cuja inspiração seria o próprio cinema, o universo hollywoodiano da década de 60, um leve sorriso percorreu as faces do séquito que aguarda o lançamento de suas obras. O tema prometia, uma história recheada de referências, mas nada de novo é revelado sobre a indústria cinematográfica, tampouco sobre o período em que se passa a história. Ele se vale do expediente utilizado por Burton quando da feitura de “Ed Wood”, ou de Allen em “Poucas e Boas”. Ele encena um fato já conhecido para evocar seus próprios demônios, os desafios a vencer. O Rick Dalton que nos chega é o reflexo de como Tarantino se sente: uma ex-estrela de uma série de TV, cuja carreira agora está restrita a pequenos papéis de vilões - um artista sem futuro! Ao falar de si, ainda que de forma velada, o filme desbanca para um tom sombrio. Um artista que devido o produto descartável que oferece, sem pretensões artísticas, mantém uma bela propriedade, ao lado de talentos de verdade – Roman Polanski, Sharon Tate, Bruce Lee, ...
A trilha sonora (ponto alto em todas as suas obras) e o humor debochado servem apenas para aliviar o conflito existencial que tomou conta de si. Todos lhe são superior, todos deixaram uma marca perene, até mesmo Mason. E dessa forma o filme avança, sem que necessariamente a trama desenrole, pois ela inexiste. O conflito permanece. A melancolia reina. O embate de Rick Dalton e a menina de oito anos (Julia Butters) resume de forma brilhante o conflito. Ela nova, um futuro pela frente, firme e segura de si; ele um leitor vulgar, um artista raso escanteado a pequenas participações em produções alheias.
Quando deixa o solo americano, a referência a Clint Eastwood salta aos olhos. O mesmo permaneceu anos em solo italiano e voltou mundialmente conhecido, Rick Dalton meses e foi como se não tivesse ido. Pontuado isso, sobra a Tarantino alfinetar os demais, transformando-os em bonecos vodus. Sobre o polonês: “um dia ele vai fazer uma besteira”, Bruce Lee serve de chacota a Clif Booth, e por aí vai. Sharon Tate é poupada, visto que caberá a Tarantino utilizá-la como catarse.
Em Bastardos Inglórios, Quentin Tarantino revisitou a história - a da Segunda Guerra Mundial - com o prisma da ficção para dar um rumo diferente. Esse expediente parece ter encontrado uma abordagem mais feliz aqui. Lá em Bastardos Inglórios o que nos ficou foi um gosto acre de um futuro pior. Os bastardos eram crias mais monstruosas do próprio totalitarismo que varria a Europa e somente suplantou os nazistas por oferecerem uma perspectiva mais sombria. Aqui os dois personagens fictícios que saltaram de paraquedas na década de 60 são menos brutais. Talvez pelo já discorrido nas linhas acima, o conflito existencial de seu diretor plasmado na tela ou quem sabe ele esteja se comprazendo com a materialização de seus sonhos trazido pela eleição de Donald Trump e sua visão de mundo. Por isso o tom de comédia impera mais que o habitual durante o filme. E essa alegria desaguará na possibilidade de mudar a história, e transportará o público e o próprio diretor a uma outra dimensão. Dimensão essa mais alegre onde temos o poder de evitar catástrofes e que possa garantir o sucesso de todos.  Para que isso ocorresse Tarantino fez uso de seu arsenal pessoal. É o momento em que a violência explode na tela. E ele (sempre ele) se torna assim aquele que impediu a desgraça. Pena que seja só na ficção. A realidade é bem outra. Seu futuro segue inconcluso, mas pelo menos aqui o final alterado serve de catarse positiva e fez com que saiamos do Cinema satisfeitos com o que nos foi oferecido.

Escrito por Conde Fouá Anderaos

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Vicky Cristina Barcelona (2008) - Crítica

Sou um admirador do cinema de Woody Allen. É um dos maiores cineastas em atividade e já deixou seu nome marcado da história da sétima arte. Construiu uma obra consistente e soube além da comédia passear por outros gêneros com desenvoltura. Muitos disseram que nos últimos anos ele estava em decadência (algo com que eu não concordava). Agora chegou até nós um filme onde uma das atrizes angariou mais uma premiação do oscar e a crítica em geral foi benfazeja para com o filme. Custa-me acreditar, mais em minha opinião ele errou a mão. Não consegui ver em nenhum momento aqueles momentos de genialidade e inteligência que marcam sua filmografia.
Existe no filme uma morena chamada Vick (Rebecca Hall - uma grata surpresa), uma loira e uma outra morena de nome Maria Elena. A junção das três dará o título ao filme: Vick Cristina Barcelona. Aqui um primeiro problema. Existe uma visão estereotipada da raça espanhola. Maria Elena não pode carregar em si o nome da cidade de Barcelona. Ela lá vive, mas longe está de representar uma fatia considerável das mulheres daquela localidade. Sabemos do puritanismo do americano. Da visão que eles possuem de que nos países latino tudo é permitido. Em si a história parece se resumir a essa visão estadunidense da vida. Que longe dos Estados Unidos qualquer um pode mergulhar num mundo hedonista. Que o americano está preso a uma visão moralista que o impede de desfrutar a vida. Allen deveria pelo menos conhecer a visão dos americanos sobre eles próprios nas séries de TV que nos chegam pelos canais abertos e fechados. Lá vemos a idéia de que a sociedade americana já deixou de ser puritana faz tempo (existe o ranço, mas cada qual vive para buscar o prazer a qualquer custo: Las Vegas e CSI - todos, para não deixar de citar nenhum). Sei que Allen detesta a TV. Basta então abrir as páginas policiais, constatar o aumento da violência e das drogas. 

As boas interpretações, o domínio da câmera está a meu ver a serviço de um roteiro que não é digno de seu talento.
Alguns dirão que o amadurecimento fez com que Allen explorasse o sex-appeal de seu elenco. Não um sex-appeal vazio, mas dotado de eloqüência, de espírito e de cultura próprio de suas criações. Ok, mas dotar o espanhol de uma testosterona, de um epicurismo e altivez não parece uma química plausível. Um Don Juan moderno e caricato acaba se tornando o personagem de Javier Bardem. E a forma com que as americanas lhe caem nos braços, sem em nenhum instante temer o outro (por mais culta e liberal que sejam) é irreal demais. Exagerada também Maria Elena. Um artista genial e ao mesmo tempo suicida. Alguém que para se equilibrar precisa ser limitada por uma outra na vida íntima. 

Ao final do filme notamos que a presença de um narrador mais presente que em suas outras obras onde foi utilizado tal recurso não foi gratuita. Foi uma tentativa de tentar amarrar com uma lógica, uma história fraca. Já nos indicava que faltou liga em seu roteiro. Liga e conteúdo.
De positivo no filme o final. Tudo acaba de forma natural como nas outras suas últimas obras. A diferença é que em “Ponto final” e em “O sonho de Cassandra” havia um conteúdo extremamente bem amarrado antes que os créditos finais surgissem.
Em suma um filme onde o bom elenco foi desperdiçado em uma história banal e medíocre. Bem longe do que o diretor pode nos oferecer. Que Allen se afaste com urgência do sol que lhe parece mais amarelado na Catalunha. Ou que ao menos perceba que o cenário pode ser outro, mas que ali cabe também aqueles personagens de cunho universal que ele já criou. Torço por isso.

Escrito por Conde Fouá Anderaos em 12/03/2009

domingo, 25 de agosto de 2019

Babe - O Porquinho Atrapalhado (1995) - Crítica


Sempre receei fazer qualquer comentário ou crítica a respeito desse filme. Isso devido ser um filme que se deixa assistir com prazer e eu não conseguir encontrar as palavras certas que expliquem como isso se dê.

Mais que um comentário então o que escreverei serão algumas observações. Noto que algo que incomoda certas pessoas é o fato dos animais reais falarem na mesma língua dos humanos e estes ouvirem apenas grunhidos, cacarejos, latidos, miados, etc. Em suma, fixamo-nos em não aceitar a premissa básica do filme: Os truques e efeitos especiais que dão naturalidade ao que ocorre, são feitos para fazer com que aceitemos que os animais falam entre si numa língua inteligível a quem assiste. Como querer então que não entendamos os humanos. O ponto de escuta de nós que assistimos, vagueia entre aqueles vindo dos humanos e o outro, oriundo dos animais da fazenda. É só aceitar essa premissa. Feito isso mergulhamos em uma magnífica fábula. 
A realização do filme, que dista hoje 12 anos, faz-nos ainda pensar nas maravilhosas proezas técnicas utilizadas para dar “vida” aos personagens animais (não sei quanto tempo de produção teve a obra).

Um dos acertos desse filme australiano foi a trilha sonora. A abertura onde ouvimos Saint-Saens, permite que sejamos colocados no mundo de um casal solitário que habita uma pequena fazenda no coração de um vale verdejante em plena Austrália. Esse ambiente visualmente lúdico permanecerá por todo filme.
É inteligente a idéia de se debater a mobilidade social e a posição de cada um dentro da sociedade. Os animais tidos como “sem função”, ou seja, aqueles que só tem valor quando descartados, como fonte de alimentos, teriam o direito de almejar algo melhor para si. O pato Ferdinand percebe que só poderá sobreviver ao natal, ao tornar-se indispensável na fazenda. É justo que queira tomar o lugar do Galo, que no seu entender serve como “despertador” do fazendeiro. E tal justifica plenamente o seu pedido de ajuda ao porquinho para eliminar o aparelho mecânico que sela em seu entender o seu “fim”.
O filme também escapa de cair na afetação. Isso foi evitado através da construção de diálogos ágeis e inteligentes e pelos atores que emprestam sua voz, dando-se por inteiro na construção de personagens factíveis. Não deixa de ser uma personagem “maquiavélico” no melhor estilo Orson Wells, a gata, que se julga estar acima de todos.

Outro acerto do filme foi de manter Babe sempre pequeno e gracioso. Assim ao quebrar a lei da passagem do tempo, é permitido ao espectador se identificar mais com seu protagonista.
Os cães pastores tiveram uma ninhada. Quando os pequenos são vendidos, a fêmea se sente saudosa e fragilizada. Assim ela permite que “Babe” preencha o vácuo deixado, em o ensinando o cotidiano da fazenda. Só que Babe será um móvel de mudanças ao seu redor. Ele que não viu mãe, tem acesso a todos os animais, e os ouve e procura os compreender, bem como aos humanos. Esse ouvir e compreender ao outro é que permitirá a Babe ultrapassar as barreiras ao qual estava fadado. O fazendeiro (James Cromwell fantástico – indicado ao oscar de coadjuvante) percebe de certa forma que algo difere do naturalmente visto. Será tido como louco, mas a sua teimosia, permitirá que a paz venha a reinar aonde vive. O triunfo de Babe é a vitória da tolerância. Um grande filme, que merece ser melhor avaliado.

Escrito em 21/01/2008 por Conde Fouá Anderaos

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Adeus Lênin (2003) - Crítica


Confesso que ao assistir “Adeus Lenin” fiquei profundamente impressionado. É um daqueles filmes que se vê com prazer. Dotado de uma temática simples e inteligente. Alex é o protagonista. Sua mãe é uma entusiasta defensora do regime socialista implantado na Alemanha Oriental pelos soviéticos. Ela sofre um enfarto e entra em coma. Enquanto está inconsciente, dá-se a queda do muro de Berlim e o regime muda, bem como o cenário a sua volta. A parte oriental se vê invadida pelo que existe de modernidade no lado de lá. Os muros se vêem cobertos de propagandas de produtos capitalistas, modernos veículos ganham as ruas. Oito meses após a queda, sua mãe abre os olhos. Os familiares recebem a recomendação de que ela não pode receber nenhum choque, já que seu coração enfraquecido não suportaria. Em suma: Ela que era uma entusiasta do regime desaparecido, não deve ter conhecimento de que o mundo que ela conhecia desmoronou. Seus familiares farão o impossível para que ela nada descubra. É dessa batalha diária que nasce o humor e a trama deste singelo filme.
Muito da força dessa película nasce do distanciamento que existe entre o presente e o passado. Distanciamento não tão grande, para que aqueles que viveram aquele mundo pudessem o recordar criticamente. Os elementos trágicos da mudança ganham ares cômicos, mas mesmo assim não há como não pensar que seu roteirista e diretor fez uma aposta arriscada: Retratar as feridas é sempre temerário. Mesmo assim ela está ali nítida, afinal não se pode negar que a divisão geográfica e ideológica deixou suas marcas. No filme a vemos desnuda quando tomamos consciência que o pai do protagonista fugiu para o Ocidente, o que fez com que a mãe para se vingar (ou suportar) a separação, aderisse com entusiasmo o regime vigente. Em outros momentos (o supra-sumo da sutileza), os alemães não conseguem se comunicar, pois o fato de um ser do Oeste e outro do Leste, cria dificuldades nos diálogos, já que a referência que um utiliza, não é de conhecimento do outro.
Os noticiários dos últimos dias do governo do Leste, soam por demais envelhecidos, ainda mais para aqueles que viveram aqueles dias e o podem assistir após um hiato de apenas uns 12 anos. E o que soa é a idéia de “Adeus”, que permite que todos os assistamos com a sensação de libertação. Quebra dos muros que são erigidos pela vida: o do muro de Berlim, o do muro que separou os filhos do pai, e também daquele que foi erigido para que a família desfrutasse de algum tempo mais com a mãe amada.
Um filme que merece ser apreciado pelo que traz de original, mas que carece de melhores intérpretes e de uma produção mais acurada. Além do roteiro excelente, a música (ótima) ajuda a diluir o acre causado pela recordação de um passado ainda presente. Merece ser assistido sem sombra de dúvida.

Escrito em 17/07/2017 por Conde Fouá Anderaos