sábado, 31 de julho de 2010

Dica: Freaks, de 1932.



Freaks é uma obra dirigida pelo experiente cineasta Tod Browning, em 1932. Tornou-se um filme “cult”, mas não é bem isso que os críticos da época insistiam em repetir.

“Todos os que consideram isto diversão merecem ser enfiados no serviço de patologia de um qualquer hospital psiquiátrico”.

Foram essas as palavras publicadas num artigo do jornal americano Harrison’s Report, na época.

Os “Freaks” são nobres criaturas que trabalham em um circo e são apresentados como “monstros de verdade”, uma vez que sua beleza está fora do padrão. São bizarros.


São interpretados por pessoas deformadas. Pessoas reais, o que gerou grande polêmica, levando em consideracão a mentalidade da época.

A película mostra a história do pequeno Hans, um anãozinho que herdou uma grande fortuna. Cleópatra, a trapezista do circo, juntamente com Hércules, o homem forte, estruturam um plano para tomarem o dinheiro de Hans e fugirem: casaria-se com ele, envenenaria-o, o matando e ficaria com a heranca sem maiores problemas. Cleópatra consegue se casar com Hans e, durante a festa, na presenca de todos os “Freaks”, ela beija Hércules deixando sua máscara cair. Embreagada, ela acaba por humilhá-los, atirando um jarro de vinho sobre um deles. O plano acaba sendo desmascarado por um dos “monstros”, o que acarreta uma reviravolta. A elaboracão de amarga vinganca: deformá-los também. Durante uma tempestade, os Freaks e outras pessoas do circo atacam o trailer onde estava Cleópatra e Hércules com armas e facas. As mãos de Cleópatra são derretidas por eles e esculpida de modo a parecer pés de patos. É submetida a um banho de alcatrão e empregnada de penas.

A história foi censurada em alguns países por um simples motivo. É curta, grossa, chocante, comovente e principalmente, impiedosa. Assista Freaks, tire seus conclusões.

Um comentário:

vitor silos disse...

Esse filme foi um dos primeiros que comentei quando abri o meu blog, achei sensacional, o final é surpreendente, não estava esperando aquela cena bizarra da Cleopatra. Gosto muito também do "We accept you, one of us!"

Vitor Silos
www.volverumfilme.blogspot.com