terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Jogos Vorazes: Em Chamas (2013)


                                                            cartaz de Jogos Vorazes: Em Chamas

Desde o lançamento que tanto provocou a febre do público, que me lembro bem, citavam nomes como Harry Potter e Crepúsculo em algumas propagandas, Jogos Vorazes(Hunger Games, 2012) parecia suprir apenas a necessidade de tapar o buraco que as duas sagas estavam deixando(Harry Potter já tinha acabado e Crepúsculo estava para acabar no mesmo ano), tinha me incomodado muito principalmente por que parecia trazer algo apenas para cobrir ou consolar o mesmo público alvo dessas outras sagas, unicamente por que estavam acabando e a demanda por algo novo era, teoricamente, grande. Nunca tive algum tipo de preconceito com esses tipos de filmes, até por que sua finalidade pouco importava para mim, preservo mesmo é a qualidade mas algo novo sempre me chamou na saga de Suzanne Collins, algo que aproxima tanto o público com questões que de uma maneira ou outra são essenciais e principalmente inéditas.

foto de Jogos Vorazes: Em Chamas


O motivo pelo qual defendo a saga Jogos Vorazes tão arduamente, é com certeza devido a essa característica única que aproxima de modo envolvente a um mundo que não está apenas ligado a um romance bobo, magias para lá e para cá, deuses e monstros mas sim a um futuro inimaginável, repressor, violento, usurpador. Se jovens já se identificavam com tantas histórias que aproximam uma aventura, em Jogos Vorazes há algo mais próximo com o seu cotidiano e sonhos. Talvez o maior erro de Jogos Vorazes(Hunger Games, 2012) tenha sido não aprofundar tanto nessa questão, e apenas se aventurar por se aventurar sem algum destino ou propósito justificáveis aparentes.

Mas em Jogos Vorazes: Em Chamas((The Hunger Games: Catching Fire, 2013)), vemos um espírito de revolta que e indignação que vai mais além daqueles que seu antecessor mostrava previamente , aqui, a principalmente um prólogo em que embala adequadamente todas as reações dessa exploração que o governo de Snow(Donald Sutherland) pois no filme anterior, principalmente a de Katniss(Jennifer Lawrence) e a falsa imprensa, sorrisos e astros corrompidos pela mídia em uma direção adequada de Francis Lawrence que sobretudo explora muito mais os sabores e dessabores passados tanto de um lado da mídia, governo e do povo cada vez mais reprimido.

Talvez o que mais chame atenção na continuação da saga de Katniss, seja esse espírito mais revolucionário e unido, pois apesar de voltarmos a certas repetições desnecessárias e cansativas durante as longas horas de duração do filme(como o bobo romance mal resolvido), Lawrence implica questões mais questionadoras e repugnantes sobre o sistema com mais facilidade, seja pelo roteiro que amadureceu toda a história mais ou por a atuação cada vez mais convincente de Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes: Em Chamas((The Hunger Games: Catching Fire, 2013)) merece muito destaque principalmente no cinema atual feito para esse público alvo.

                                                    foto de Jogos Vorazes: Em Chamas

Planos mais sólidos e uma atmosfera mais fria fazem não que Jogos Vorazes: Em Chamas(The Hunger Games: Catching Fire, 2013) fique sem sentido, mas sim uma exploração daquilo que deveria ter sido feito no seu antecessor, por toda a parte que interroga a verdade e traz a tona uma camada superficial e crítica sobre tudo isso de forma surpreendente(um final muito bem eficaz), nos colocando no próprio lugar da nossa protagonista e nos fazendo crer em justiça e principalmente tendo em mente toda aquela vontade que deverá ser incorporada na próxima sequência, A Esperança. Pois A Katniss que só chorava o leite derramado, lutava pela sobrevivência mas não sabia bem o que desejava. Em Jogos Vorazes: Em Chamas((The Hunger Games: Catching Fire, 2013)) passa dessa versão inocente para uma a que todos nos chegamos na vida, a da luta pela justiça, verdade, sonhos bem formados e idealizados por um espírito indignado, jovem e voraz.

Embora essa repulsa controlada, o que é bem justificável se pensarmos no público que está direcionado, acho justificável assim como o primeiro filme toda essa adaptação, pois é preciso todos esses caminhos para que se atinja um nível de suspense considerável e uma passagem de uma adolescência injustiçada para não só aquele fase onde a luta pelo que é desejado mas também a os sonhos, utópicos ou não, se realizem. Embora talvez essa moral já seja ferida e batida, é interessante ver puramente isso em tela em um filme bem aproveitado que mostra para o que veio e deixa ainda que com todos os defeitos aquele ar novo e um espírito muito mais próximo de qualquer jovem que vá ao cinema assistir.

2 comentários:

Marcelo Castro Moraes disse...

E até um insulto comprar esses filmes com a saga Crepusculo.

Ricardo Nascimento disse...

Marcelo, comparei por que é um destaque em uma era em que o que vende é Crepúsculo...