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Dr. Soup: Da mais tenra infância, lembra-se apenas dos dias caseiros em que vivia revendo as alugadas fitas cassetes, rebobinando-as dezenas de vezes, naquela espera ansiosa e vidrada de ver tudo de novo. (Descobriria mais tarde os efeitos alucinógenos que a fita poderia conter, na forma de chá!) Amante das palavras desde que se entende por gente, desde quando metamorfoseava versos no prato das sopas de letrinhas. Das palavrinhas mágicas de menino aos palavrões de adulto raivoso, permanece até hoje palavreando suas poesias, por qualquer canto e por quaisquer prantos. Atualmente, cursa Filosofia e já sabe que não sabe de mais nada. De resto, traça a vida em ziguezague; recôndito, irresoluto e escrevendo peças, nas quais contracena com seres imaginários diante do espelho. Filmes preferidos: O Demônio das Onze Horas (Jean Luc Godard); O Diabo Provavelmente (Robert Bresson); Memórias (Woody Allen); No Silêncio da Noite (Nicholas Ray); Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Michel Gondry)


 J. MelloSua sinopse gira em torno de um roteiro poeticamente simples. Enfraquecido pela balança da (in)justiça, a carreira jurídica foi um sussurro ante ao berro de liberdade de escolha dado pelo jornalismo. Decidiu não decidir-se entre o advogado que não soube ser, do poeta que só quis escrever, do músico sonhador ou aprendiz de jornal-escritor. Criado pela avó viu no cinema um ente querido na ausência dos pais. Já moleque compunha canções e escrevia histórias fictícias. Participou de oficinas e cursos de fotografia e audiovisual. Utiliza da experimentação provocada pelas sensações geradas na sétima arte como ferramenta de insPIRAÇÃO artística na escrita. Promove regularmente debates e sessões privadas acerca da indústria e universo do cinema. Desenvolveu pequenos roteiros de curtas de animação, participando de bandas de rock, gravação de demos e publicação de textos. Também mantém um tumblr de poesias e pensamentos. Admirador incondicional dos trabalhos de Billy Wilder, Orson Welles e Cameron Crowe. Filmes favoritos: Cidadão Kane (Orson Welles), Se Meu Apartamento Falasse (Billy Wilder) e Jerry Maguire (Cameron Crowe).


Conde FouáSempre me indaguei sobre o que seria o Cinema para mim. E mesmo após todos esses anos ainda me é difícil tentar definir. Só que aquelas imagens projetadas em uma sala escura qualquer ainda me fascinam. E talvez ai venha à definição que melhor me cabe: É fascínio, é requinte, é inteligência, é liberdade. Não importa que o tema seja indigesto ou uma realidade que preferíamos esquecer ou ignorar. A capacidade que alguém tem de nos colocar a par daquilo é o que a eterniza. Uns solicitam um maior distanciamento, outros desejam nosso envolvimento. Outros ainda não possuem a genialidade de uma minoria, mas percebemos em seu esforço o amor a essa arte e a vontade de enriquecê-la (ainda que não atinjam muitas vezes esse objetivo). Pediram que escrevesse algumas linhas sobre minha pessoa como se alguém se interessasse por isso. Quem sou eu? Um ser que já está próximo de meio século... Uma criança que nasceu na periferia (e ainda vive lá). Amadureci é verdade, mas dá-me uma alegria imensa ainda saber que às vezes me pego tomado pelo mesmo fascínio de mais de 30 anos antes. Agora para aqueles que exigem um rótulo apenas ai vai: Funcionário Público, 49 anos, formado em Letras e História (prefiro o termo em perene formação), pai de 2 filhos (que não herdaram essa minha paixão – pelo menos até o momento), casado faz quase 25 anos, leitor atento de livros que jazem esquecidos pela dita oficialidade acadêmica. De resto um cidadão como outro qualquer – cheio de deveres e contas a pagar.


Gian Couto:  Eu sou jornalista e portanto odeio escrever sobre mim mesmo. Porra, eu sou pago pra contar a história dos outros e não a minha. Mas sei que se há de relevar em alguns casos e sei também que a tarefa fica mais fácil quando falo da minha história com o cinema. Ao mesmo tempo é uma história breve, porque só tenho 21 anos, e longa, pois o cinema me acompanhou praticamente a minha vida toda. Devo dizer que eu aprendi quase nada na escola. Sempre fui das humanas, nunca das exatas. E acho que na escola o que a gente mais aprende é das exatas. Por isso eu encontrei as humanas no cinema e na literatura. Não me levem a mal, é claro que a escola me deu subsídio pra isso, mas bem que poderia dar mais. Falo toda essa besteira apenas pra dizer que o cinema rege a minha vida, não chegou a mudar porque eu nunca andei sem ele. É por isso que eu escrevo sobre ele ao mesmo tempo em que escrevo sobre a vida. Afinal, é tudo a mesma coisa. O resto é besteira que a gente aprende na escola.

Jorge Bolseiros: 15 anos, é o autor mais jovem do blog. Começou a se interessar pelo cinema aos 12 anos, e desde então vêm adquirindo certo conhecimento sobre o assunto. Embora sua paixão seja o cinema, possui ainda certo talento para a matemática, sendo por duas vezes medalhista de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Têm como cineastas favoritos Bernardo Bertolucci, Martin Scorsese, David Cronenberg, Terry Gilliam e Sam Mendes, não necessariamente nessa ordem. Fora do campo do cinema, admira também o trabalho de Richard Dawkins, Douglas Adams e Chico Buarque. Gostos esdrúxulos, oscilações comportamentais, um desprezo pela humanidade (incluindo a si mesmo nesse desprezo) e total insanidade mental caracterizam esse indivíduo em questão. Filmes Preferidos: 2001: Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick). O Último Tango em Paris (Bernardo Betolucci). Trainspotting (Danny Boyle). O Piano (Jane Campion). Amadeus (Milos Forman).  

Ricardo Silva: Amante do cinema, apreciador de todos os "tipos" de cinema e aberto para novas experiências. Ama a música, é bem eclético, vai de Rock à música clássicas, de nacionais gosta de principalmente Lobão, Mutantes, Júpiter Maçã e Rita-Lee e em internacional gosta de Lou Reed, Syd Barret, Beatles, Rolling Stones e praticamente todo o movimento psicodélico. Seu diretor favorito é David Lynch, teve sua primeira experiência no cinema(físico) em 2003 e desde então marca bastante suas experiências nele, sala escura, telão, pipoca e olhos vidrados. Contempla todo tipo de arte, e principalmente acha que o Cinema é uma exploração de todas as outras artes(por mais que essa palavra seja banal). Normalmente me simpatizo mais com o surrealismo e o noir, mas amo poesia e literatura. Tem 13 anos, mora em São Paulo(capital) e seus 5 filmes favoritos são: O Demônio das Onze Horas, No Silêncio da Noite, Verdades e Mentiras, Duas Garotas Românticas e Cidade dos Sonhos."



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