quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Artesãos da Fotografia VII

WILLIAM H. CLOTHIER  (1903-1996)



Praticamente esquecido pelas atuais gerações esse trabalhador da indústria cinematográfica era muito querido por alguns grandes diretores como  Ford, Wellman e outros cuja simples menção já nos faz ficar mais atentos sobre a sua capacidade artística. Nascido nos EUA era notória sua predileção pelos grandes campos abertos, e a tomada de belas cenas de nuvens de poeira, grandes campos e rios virgens. Captava como ninguém o verde ou a secura de uma planície, as nevadas, os picos escarpados das montanhas. Falando assim dá-se a impressão que se trata apenas de um captador de belas imagens que sempre estiveram lá. Não, ele as aliava muitas vezes ao movimento do homem ao seu redor, quer a Cavalaria,  quer  as carruagens, e tudo o mais que demonstrasse a junção do homem com o solo pátrio(que poderia soar acolhedor ou desafiador). Era o artesão da ação. Quer do alto, quer abaixo do nível do solo, onde obtinha um baixo ângulo para captar o movimento humano. Se é verdade que o fascinava os amplos  espaços abertos, é certo porém que mostrava-se um artesão competente também nos espaços fechados, dotando seu trabalho de um equilíbrio que marcou seu nome na Sétima Arte. Foi duas vezes indicado ao Oscar (Crepúsculo de uma Raça – 1964;  O Álamo – 1960)

Principais Trabalhos:


 Memphis Belle: A Story of a Flying Fortress (Willian A. Wellman – 1944)

                        Sangue de Heróis (John Ford – 1948)


     Estradas do Inferno (Josef Von Sternberg – 1957)

                       Geleiras do Inferno (Willian A. Wellman – 1953)

        Um fio de Esperança (Willian A. Wellman – 1954)

             Dominados pelo terror (Willian A. Wellman – 1954)

            Mares Violentos  (John Farrow – 1955)

                         Rota Sangrenta (Willian A. Wellman – 1955)

          Sete Homens sem Destino (Budd Boetticher - 1956)

        Lafayette Escadrille  (Willian A. Wellman – 1958)

                              Assim se moldam os heróis (Willian A. Wellman – 1958)


                           Bonequinha Chinesa (Frank Borzage – 1958)

                    Marcha de Heróis (John Ford – 1959)

                         O Álamo (John Wayne – 1960)

                           Parceiros da Morte (Sam Peckinpah  - 1961)

                       Mortos que caminham (Samuel Fuller – 1962)

                      Os Comancheros (Michael Curtiz – 1962)

              O Homem que matou o facínora (John Ford – 1962)

                             Um Clarim ao longe (Raoul Walsh – 1964)

                     Crepúsculo de uma Raça (John Ford – 1964)

                          Rio Lobo (Howard Hawks – 1970)


                              O Aventureiro do Pacífico (John Ford - 1962)

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