quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis (2012) - Poesia



Um soneto miserável.



Do destino, leis decretam o norte.
Universo infindável da miséria
Olhos no chão; esperanças etérias,
Cantarolando seus cantos de morte.

Negros os dias, vermelho o corte,
Um corpo rasgado no cemitério,
Quantos flancos valem o seu mistério?
Doce Fantine, fecundai tua sorte!

Belos, ternos ombros d’antes culpados,
Crianças famintas caçam migalhas.
Acaso desejas, triste menina,

Roubar do diabo pães amassados?
Lutai com amor, ó, maltrapilhas;
A revolução no canto germina.



Um comentário:

Marcelo C,M disse...

Um grande espetaculo para ser visto e revisto no cinema.