terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Monstros do Cinema em pinturas clássicas - Parte 2










Monstros do Cinema em pinturas clássicas


A arte se apresenta em variadas formas, então por que não fazer um ensopado artístico? Compor uma Monalisa exorcizada, ou um Grito de Pânico? Alguns dirão que se trata de uma destruição de pinturas em massa. Outros julgarão que a perspectiva cinematográfica engrandece ainda mais o que já era belo. Eu, por minha vez, penso que é tudo uma brincadeira artística; quando a arte flerta consigo mesmo, numa reinvenção descompromissada. E, com efeito, algumas imagens se encaixam como monstruosos quebra-cabeças!













segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Top: As Maiores Injustiças da História do Oscar

o9 – Os épicos “Assim Caminha a Humanidade” e “Os Dez Mandamentos” testemunharam uma aventura cômica bem chinfrim, “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, embolsar o prêmio máximo em 1957. Hoje, ninguém nem lembra que filme é esse.


8 – Ang Lee levou a estatueta de direção pelo sensível “O Segredo de Brokeback Mountain”, em 2006. Mas o título de melhor filme foi para “Clash – No Limite”. A academia foi acusada de preconceito, já que Brokeback abordava um romance homossexual.


7 – Essa doeu para os brasileiros. Em 1999, Fernanda Montenegro, que concorria como melhor atriz por “Central do Brasil”, viu subir no palco a insossa Gwyneth Paltrow (“Shakespeare Apaixonado”). A loira ainda derrotou Cate Blanchett e Meryl Streep!


6 – Dois gênio em seus respectivos campos que também tiveram uma longa carreira e nenhum troféu como diretor: o mestre do suspense Alfred Hitchcock e o rei da comédia Charlie Chaplin. Mas levaram prêmios honorários ou pelo conjunto da obra.


5 – Stanley Kubrick dirigiu só 16 filmes. Quatro estão entre os 100 mais importantes da história, segundo o American Film Institute (“Spartacus”, “Laranja Mecânica”, “2001 – Uma Odisséia no Espaço” e ”Dr. Fantástico”). Quantos Oscar ele ganhou na vida? Zero!


4 – “Cidadão Kane”, de 1941, quase unanimidade entre críticos e historiadores, revolucionou a linguagem do cinema. Mas a Academia preferiu o pouco criativo e meloso “Como Era Verde o Meu Vale”.


3 – Em 1980, um dos maiores filmes de guerra de todos os tempos, “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola, foi derrotado pelo manipulador drama familiar “Kramer vs. Kramer”.


2 – O italiano Roberto Benigni sagrou-se melhor ator em 1999 em cima de Tom Hanks (“O Resgate do Soldado Ryan”), Edward Norton (“A Outra História Americana”) e Ian McKellen (“Deuses e Monstros”). Ma como?!


1 – “Rocky, o Lutador” contava a história de um azarão nos ringues e viveu uma história semelhante na vida real, 1977. Inexplicavelmente, o drama apelativo de Sylvester Stallone roubou a estátua de melhor filme de “Taxi Driver”, a paranoica obra que cimentou a fama e o estilo único do diretor Martin Scorsese.


Fonte: Revista Mundo Estranho.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Top 10: Músicas Inesquecíveis de Filmes

Segue uma lista pessoal que fiz quase que espontaneamente com músicas famosas de difícil esquecimento. Não segui nenhum critério objetivo, tampouco qualitativo. Sejam elas boas músicas ou não, considero-as marcantes, e certamente com forte poder de impregnar na sua mente, pra você se pegar cantando sem querer no chuveiro. Muitas das quais mais conhecidas que os próprios filmes em questão. Confiram:


10 - O Guarda-Costas (I Will Always Love You)


9 - O Pestinha (It's My Party)


8 - Uma Linda Mulher (Pretty Woman)


7 - Carruagens de Fogo (Chariots of Fire Theme)


6 - Rocky, Um Lutador (Gonna Fly Now)


5 - O Mágico de Oz (Over The Rainbow)


4 - A Primeira Noite de um Homem (Sound Of Silence)


3 - Curtindo a Vida Adoidado (Twist And Shout)


2 - Titanic (My Heart Will Go On)


1 - Butch Cassidy (Raindrops Keep Falling On My Head)


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Meia-Noite em Paris



Mais do que uma crise nostálgica, Gil (Owen Wilson) se vê em um abismo de não pertencimento. Pode morar em uma casa de praia em Malibu; prefere um sótão em Paris. É roteirista adorado por estúdios; prefere escrever romances frustrados. E ainda que possa se encobrir, prefere deixar-se molhar nas águas da chuva. É alguém que sente prazer em se perder nas ruas absortas, ao ar fresco da meia-noite. Algumas dessas preferências são alcançáveis pela vontade. Mas e quando não são, nem remotamente, tangíveis? Como conseguir desvencilhar-se do tempo e do espaço aos quais se foi destinado?

Gil nasceu na época errada. O arbítrio do acaso sociocultural determinou, sem aviso, um contexto e meio indesejáveis, assim como aconteceu com Dom Quixote, o cavaleiro andante, que com suas delirantes peripécias pensava viver na época das cavalarias, retratadas em seus velhos livros empoeirados.

Ambos os personagens não podem dançar na chuva dos seus sonhos. São peixes enterrados na areia. Não conseguem respirar. Olham pra si e vêem nadadeiras e escamas. Seu íntimo lhes diz: és aquático! Mas o acaso nada sabe de íntimos, e os lança numa existência desértica.

A solução de Woody Allen é dar-lhe algumas férias de si e de sua realidade, semelhante ao que acontece em A Rosa Púrpura do Cairo – um dos melhores filmes do diretor, diga-se de passagem – no qual Cecília alheia-se de tudo e todos, para se dedicar à sua paixão pelo cinema; para ela, as pessoas de celuloide são mais interessantes que as figuras da sua vida. E para Gil, a vivacidade do passado é muito mais viva que o árido presente.

Nessa viagem para o pretérito, Allen abusa louca e fantasiosamente das referências literárias e artísticas, de modo até excessivo, como se todos os seres humanos no passado fossem digníssimos gênios (tais quais Hemingway, Fitzgerald, Picasso, Dalí, Buñuel) como se Paris dos anos 20 fosse um poço inextinguível de lírica vida artística.

Por outro lado, contrapondo-se a tudo isso, o diretor consegue desmistificar a impressão que de costume se tem de superioridade desses seres de outro mundo, humanizando-os de modo perspicazmente virtuoso; ali eles são pessoas comuns, conversam também sobre rinocerontes e assuntos prosaicos da vida; são gente como a gente, que ingere demasiado álcool, e se queixa dos trambiques amorosos.

O resto é só Paris a luzir.