sábado, 1 de janeiro de 2011

A Princesa e o Plebeu - O clássico do cinema







"Guardarei a lembrança da minha visita por toda a minha vida "


William Wyler
, já era conhecido por sua rigorosidade e direção em filmes de sucessos quando aceitou a direção de A Princesa e o Plebeu. Roteiro que fora dispensado por Frank Capra após descobrir que era do roteirista Dalton Trumbo, acusado de ser comunista na década de 50 e por isso membro da lista negra de Hollywood (lista que boicotava empregos de atores, diretores, roteiristas etc. simpatizantes ao comunismo).

Sem medo de está associado a nomes da lista negra, o cineasta dirigiu uns dos roteiros mais copiados do cinema mundial e lançou umas das atrizes mais querida de Hollywood.

A fita lançada em 1953 narra à história da princesa Ann que está em Roma para cumprir mais um dos seus deveres reais. Entediada com tal situação, ela decidi experimentar situações novas, desse modo foge do palácio indo parar nas ruas de Roma. Anonimamente ela anda pelas ruas até conhecer Joe Bradley, um jornalista galante que após descobrir que ela é a jovem princesa, se aproxima por interesse junto com o amigo Irving Radovich para conseguir um furo e uma boa quantia de dinheiro com a reportagem. A princesa sem saber que eles conhecem sua verdadeira identidade, mente dizendo que é estudante de um internato. E desse modo, ambos ocultam a verdade do que realmente são. Contudo, o jornalista e a princesa se apaixonam. Ocorrendo uma reviravolta na atitude de Bradley em relação aos seus anseios.


Inicialmente Wyler desejava que o papel da princesa fosse interpretado por Elisabeth Taylor ou Jean Sinmons, mas ambas rejeitaram. Então, o cineasta optou por uma atriz desconhecida que se tornaria ao longo das décadas, umas das melhores atrizes hollywoodianas: Audrey Hepubrn. Era a primeira protagonista no cinema de Audrey Hepubrn, porém Wyler sabia que podia confiar o papel da princesa nas mãos da atriz principiante. Dito e feito, Audrey conseguiu desempenhar maravilhosamente o papel, conseguindo o Oscar (e único) logo na primeira atuação. Com o ar romântico, os trejeitos delicados e a ingenuidade, a atriz emocionou e conquistou os espectadores e os críticos. Audrey foi uma surpresa agradável.



Para o papel de Joe Bradley o diretor pensou em Cary Grant, porém este recusou logo ao ver que o seu personagem dividiria o foco do filme com a princesa. O papel do plebeu então ficou ao cargo de Gregory Perck que na época era bastante conhecido. Sua atuação passou despercebida em relação à dos colegas. Apesar de não ter sido indicado ao Oscar como Audrey e o ator Eddie Albert, a fita sem ele não teria sido a mesma. Pode-se notar a generosidade e a química do ator no filme com Audrey.

Além dos dois atores, outro personagem ajudou na composição do filme: Irving Radovich, interpretado por Eddie Albert que foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por sua brilhante atuação como amigo fotografo de Bradley. Eddie que havia participado de outros filmes do mesmo diretor, contribuiu para a leveza da fita em cenas engraçadas com Gregory e Audrey.

O filme tem o roteiro água com açúcar, mas se o espectador observar detalhadamente poderá notar que o roteiro aborda fatos a serem refletidos: as diferentes classes sociais e o que se deseja. Na época que o filme foi lançado a Princesa Margareth (irmã da Princesa Elizabeth) estava apaixonada pelo plebeu Peter Townsed. Contudo, o romance deles terminou por motivos mais que óbvios: a diferença social. Foi uma grande coincidência em relação ao filme, que também apresentava dois jovens de diferentes classes sociais, nas quais estes sabiam que renunciar os valores e ser feliz é uma tarefa árdua e quase impossível. Outro ponto de reflexão do filme são as questões relacionadas aos desejos. Às vezes as pessoas sentem tão presas as suas vidas monótonas e repetitivas que chegam a certo momento que gritam e desejam a liberdade como a princesa Ann que entediada com o rumo da sua vida, decidi abandonar todos os deveres reais e fazer o que realmente deseja pelo menos um dia.

A Princesa e o Plebeu marcou o cinema mundial. Os diálogos, interpretações, roteiro, fotografia, figurino e todos os elementos que compõem este filme, fizeram a fita ser agradável aos olhares. A interpretação de Audrey Hepburn que emocionou o público com o seu ar doce e atuação brilhante, fazendo acreditar que é realmente uma princesa ingênua ansiosa em descobrir o mundo, mesmo que o mundo fosse às ruas de Roma. As cenas com Gregory e Eddie que dão o tom engraçado ao filme. A direção de Wyler em sua primeira comédia romântica, dirigindo de forma precisa e original. O roteiro de Trumbo que somente ganhou reconhecimento após 40 anos e os figurinos de Edith Head que realçaram a beleza de Audrey e encantaram. E por fim, a fotografia em preto e branco que deu mais charme ao filme.

A fita foi indicada a dez Oscar, vencendo nas categorias de : melhor atriz ( Audrey Hepburn ), melhor figurino - preto e branco e melhor roteiro original.

4 comentários:

LuEs disse...

Decerto uma das comédias românticas mais adoráveis já realizadas. Eu conferi o filme há pouco tempo e me senti extasiado com a belíssima interpretação de Audrey Hepburn.

Concordo com você sobre Peck - ao lado de Hepburn e Albert, ele realmente fica meio sumido. E não nego que ele acrescente ao filme, embora não pense que a presença dele seja indispensável. Não posso imaginar Elizabeth Taylor como uma princesa sonhadora e, ao mesmo tempo, corajosa como Ann. Só consigo conceber Taylor no papel de mulheres muito fortes, como Martha e Cleópatra.

Wyler realmente soube como criar uma obra elogiável.

Inegavelmente, uma das melhores atuações de uma atriz para o cinema.

Leonardo disse...

Pra mim é uma bela obra prima, mostra que filmes para a família tambem podem ser bons...e a Audrey...I Love You Audrey ♥

Gabriel Lima disse...

Gostei do post
Procurarei o filme ^^

Maria Pereira Yackyn disse...

Audrey ♥