domingo, 31 de outubro de 2010

Bastardos Inglórios: Nazismo à flor da pele?


Convencionou-se julgar o nazismo como algo puramente ruim, como se houvesse uma verdade absoluta quanto à problemática Bem x Mal. Trata-se de uma visão limitada pensar dessa forma. Em verdade, o nazismo culminou em diversas mortes, o que para muitos amantes da certidão de nascimento seria, de fato, ruim. Todavia, o nazismo se notabiliza por seus princípios os mais éticos possíveis. Ora, não há sublimidade maior do que a paz derradeira.

Em sua iconoclastia anárquica, é exatamente o que Tarantino propõe: Livrar-nos do mal. Seus bastardos são, com efeito, soldados nazistas – nota-se isso pelos bigodes, obviamente – que intentam a propagação da paz mundial por meio do extermínio exacerbado. Quando se soma a tão nobres princípios uma sede ideológica de valores semi-bíblicos, consolidar-se-á um sadismo inebriante, mas incompreensível para os mais materialistas, haja vista os valores tão espirituosos;

Ironicamente, o sadismo de Tarantino regozija-se em matar justamente os nazistas. Assim subvertendo a mentalidade tacanha daqueles que giram ao redor do umbigo. Faz-se necessário ter em conta seu desalento para com a raça-humana, detentora da moral. Seu descontentamento se manifesta de modo a massacrá-la. Dessa forma, Tarantino brinca, feito um psicopata, de matar pessoas. E não há nobreza maior do que essa. Aparentemente Bastardos Inglórios é lixo pop. É vazio em conteúdo. É sádico. É sujo. Sendo assim, filme mais semelhante com a humanidade não há. Tarantino merece crédito pelo fiel retrato de toda uma espécie.

5 comentários:

Hugo disse...

A violência é algo presente em todas as obras de Tarantino e neste longa ele cria personagens tão sádicos como os nazistas retratados nos filmes americanos.

Abraço

Anônimo disse...

Mais um post Pseudo-intelectual

Dr. Soup disse...

Desculpe-me, senhor anônimo, não era minha intenção desagradar.

Gabriel Lima disse...

Considero Bastardos um grande feito de Tarantino. O seu humor negro continua mais em forma do que nunca.
Post excelente.

Anônimos não merecem atenção...

Luís Azevedo disse...

Convencionou-se que nazismo como algo puramente mau porque simplesmente o nazismo é algo puramente mau. Qualquer defesa de que existe alguma qualidade escondida no meio de xenofobia e assassínio de massas, que defende que o nazismo existe numa área cinzenta e não preta e branca, falha completamente.
A tendência recente de tentativa de relativizar tudo esquece-se de que as convenções e os dogmas não existem por acaso.