sábado, 18 de setembro de 2010

Divirta-se com cuidado: É noite de lua cheia

Crítica: Um Lobisomem Americano em Londres

De todos os monstros eternizados no cinema, como vampiros, múmias, a criatura de Frankestein, etc, sempre tive fascínio pelo lobisomem, sem sombra de dúvidas o meu monstro preferido, e o único do qual eu realmente sentia medo quando criança (e um pouquinho ainda hoje, admito... rsrsrs). Pena ser tão raro ver um filme sobre lobisomem no cinema (na minha opinião, um filme que mostra no cinema um lobisomem disputando o amor de uma mulher com um vampiro purpurinado é heresia... rsrsrsr).

"Um Lobisomem Americano em Londres" é, para mim, um dos filmes obrigatórios para todos os fãs do lobisomem (ou para aqueles que o temem também... rsrsrs). O filme é comumente classificado como sendo "uma comédia de humor negro com toques de horror", mas o próprio diretor, John Landis, desfaz o equívoco, e diz que seu filme é uma obra de horror, com alguns momentos engraçados.

Na história, dois jovens turistas americanos (David e Jack) estão excursionando pela Europa, numa viagem que deveria levar 3 meses. Na Inglaterra, numa afastada comunidade rural, sentem que não são bem-vindos num pequeno bar chamado "O Cordeiro Massacrado", e praticamente são expulsos do local, não sem antes receberem alguns conselhos: "Mantenham-se na estrada. Afastem-se dos pântanos. Cuidado com a lua." Ao entrarem inadvertidamente nos pântanos, são atacados por um lobisomem, e Jack morre. David sobrevive e é levado a um hospital em Londres. Jack retorna do mundo dos mortos e aparece constantemente para David, para tentar alertá-lo de sua condição e aconselhá-lo a cometer suicídio antes da lua cheia, para que Jack possa ter paz no mundo dos mortos.

Não tem jeito: a cena da transformação de David na fera pela primeira vez ainda continua insuperável.





O filme arrebatou, merecidamente, o Oscar de efeitos especiais, comprovando que talento e criatividade ainda continuam superiores às inúmeras cenas feitas em computação gráfica no cinema recentemente.
Repleto de cenas memoráveis (e que causaram pesadelos por um bom tempo... rsrsr), o filme é obrigatório para todo bom e qualquer cinéfilo de carteirinha. Já sei! Os que não gostam do filme vão dizer que o roteiro é simplista, que tem algumas interpretações fracas, etc. Mas o filme cumpre perfeitamente o seu papel: entretem, diverte e, ao mesmo tempo, provoca tensão. Pra que mais?
O filme teve uma continuação fajuta chamada "Um Lobisomem Americano em Paris", que é uma tremenda bobagem e nos apresenta um sucessão sem sentido de lobisomens digitais. Ainda inspirou o título de outro filme, provavelmente um dos piores da história do cinema, "Um Lobisomem Mexicano no Texas" que, trata, na verdade, de chupa-cabras!!!!!!!! (heresia x 2 - rsrsrsrs....)
Já li em vários sites diversas notícias sobre uma possível refilmagem, que estaria a caminho... Sinceramente, nunca desejei que uma notícia sobre cinema na internet fosse falsa quanto essa... rsrs.... o filme é um clássico, e não merece ser mexido, ja que uma das notícias dizia que a refilmagem traria uma "abordagem mais moderna"... já até sei o que isso representa: lobisomem digital e roteiro pífio.... fiquem com o original, sem sombras de dúvida...
Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, EUA/Inglaterra, 1981). Direção. John Landis. Elenco: David Naughton, Jenny Agutter, Griffin Dunne, Frank Oz. Duração: 97 minutos.

Nenhum comentário: