terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Gafanhoto e o Sonho Perdido: Bem-Vindo à Hollywood

CRÍTICA: O DIA DO GAFANHOTO

Estamos em Hollywood, nos anos 30, pouco depois da grave crise de 1929: um mundo de muito glamour, com os famosos astros e estrelas do cinema, e de muitos sonhos e esperanças. Por outro lado, temos também os jovens aspirantes a ator, os figurantes e toda a "gente comum" vivendo a ilusão de atingir e alcançar um sonho irrealizável. É nesse cenário que Tod Hacket (William Atherton) chega para tentar a sorte como desenhista de cenários. Ele conhece Faye (Karen Black), uma jovem atriz que faz figuração em fimes e vive com o pai, um ex-ator cômico e alcoólatra. Tod se apaixona por Faye, mas não é correspondido pois, segundo ela própria, é uma pessoa que só pode ser amada por um homem rico e amar um homem extremamente bonito. E completa: "Sinto muito. Eu sou assim."
A certa altura do filme, Faye conhece Homer (Donald Sutherland), um contador rico, extremamente tímido e ingênuo; ou seja, o tipo perfeito para Faye se envolver, mesmo que seja um relacionamento frio e distante.




O filme, injustamente pouco conhecido aqui no Brasil, é baseado no livro homônimo de Nathanael West, escritor norte-americano que também foi roteirista em Hollywood. E a Hollywood que ele nos apresenta nada tem de gloriosa: prostituição, brigas de galo e alcoolismo fazem parte dessa "cidade dos sonhos" nada atraente e nada parecida com a luxuosa e glamourosa cidade que povoa a imaginação de muitas pessoas aspirantes a ator. E aqui cabe uma observação sobre o título original da obra: The Day of the Locust. Embora "locust" signifique "gafanhoto", é também usado para se referir às pessoas comuns, sem voz, perdedoras. E é nesse último sentido que é utilizada no título, e se justifica no clímax final, que representa uma das cenas mais chocantes e violentas da história do cinema, além de ser carregada de simbolismos (os quais não vou aqui discutir, pois daria páginas e mais páginas de análise).
Assim como todo filme ou livro, há quem ame e há quem odeie este filme. Me encaixo no primeiro grupo. Afinal, a vida pode até ser bela, mas não um conto de fadas como comumente é retratada no cinema. Muito menos em Hollywood, com suas falsas loiras e pessoas fazendo de tudo para ascender na carreira, mesmo que para isso tenha que esconder a verdade sobre um grava acidente num set de filmagens, que resulta em dezenas de feridos, alguns com gravidade. Ou, então, quando os "locusts", ou os "sem-voz", resolverem não mais ficar calados, como no violento desfecho.
Ame ou odeie o filme, mas não deixe de vê-lo ao menos uma vez. E tente não ficar indiferente a tudo o que você está vendo. Quero ver conseguir.
O DIA DO GAFANHOTO (The Day of the Locust, EUA, 1975). Direção: John Schlesinger. Elenco: William Atherton, Karen Black, Donald Sutherland, Burgess Meredith. Duração: 144 minutos.










segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Entre Irmãos


Filmes românticos sempre foram grandes divisores de águas no cinema, mas nunca tanto quanto hoje, fortemente divididos entre fúteis e sutis, intensos e superficiais.

Entre Irmãos (Brothers) é um remake que narra a história de Sam (Tobey Maguire), fuzileiro norte-americano que acaba desaparecido em guerra no oriente médio e deixa esposa (Natalie Portman) e filhas sozinhas em casa, com exceção de Tommy (Jake Gyllenhaal), seu irmão mais novo, que acabara de voltar da cadeia. Essa companhia conquista tanto as filhas quanto a mãe, que fica mais confusa quando descobre que seu marido não está morto e que os três precisam conviver com o florescer de uma nova paixão e a deficiência causada pela guerra.

Junto a isso, temas como preconceito e hereditariedade unem-se ao personagem de Sam Shepard, ex-fuzileiro que vê no filho mais velho um exemplo e o mais novo um estorvo, o que acaba sendo quebrado ao longo do tempo.


O filme peca em ser altamente clichê, o que pode decepcionar a quem espera um grande feito pela alta carga de atores “hype”, além de Toby Maguire não cumprir seu papel de forma tão intensa, o que deixa os méritos para Jake Gyllenhaal. Natalie permanece um pouco escondida em comparação a grandes obras em que participou, o que é uma lástima, visto que mostrou seu potencial várias vezes, como em Leon e em V de Vingança.

Não acrescentando nada a que outras películas não tenham sido feitas, não é indispensável, mas não deixa de ser assistível, além de ser agradável.

Crítica: O Último Mestre do Ar



Antes de começar, quero deixar claro aqui que minha visão do filme, embora subjetiva, como todas são, não traz consigo quaisquer sinais de uma possível rixa com o diretor, como muito se vê por aí. Digo isso por Shyamalan ser um diretor de extremos. Os fãs e os anti-fãs, geralmente são adeptos do fanatismo, parecem tomar todos os filmes do diretor como um conjunto indissolúvel, como se fossem obrigados a ou amar ou odiar todos os filmes, e, assim, passam a defendê-los, ou atacá-los com unhas e dentes; não me encaixo nesse quadro. Quero ainda ressaltar que não desprezo o filme Fim dos Tempos (esculachado por alguns e venerado por outros), acho apenas razoável. Espero que isso evite que me chamem de extremista e unilateral. Dito isso, aqui vai minha humilde análise sobre o diretor e sua mais nova película.

Baseado na série animada da Nickelodeon, o filme segue a mitologia aristotélica de que os quatro elementos (água, fogo, terra e ar) regem toda a natureza. Um mundo em que quatro nações dividem-se cada qual em torno de um elemento, cuja linha sucessória o impõe. Alguns escolhidos possuem a habilidade de controlar o elemento de sua nação, sendo, portanto, um “bander” (há controvérsias quanto à tradução para o português como sendo “mestre”, diferentemente do desenho). No entanto, a nação do fogo, partindo de um ideal imperialista, se sobrepõe às demais, dominando-as.

Não obstante a fama ostentada por Shyamalan de grande diretor, seu talento é, no mínimo, questionável. Em sua filmografia de quase dez filmes, constata-se apenas um, ou dois, filmes de relevância incontestável. Ora, fazendo-se muitos filmes as chances de que pelo menos um seja bom aumentam; Sua sorte, e consequentemente sua fama, deve-se, creio eu, ao fato de esses filmes relevantes (notadamente O Sexto Sentido e Corpo Fechado) terem sido feitos no início de sua carreira, seguidamente, o que resultou em uma sensação de promessa, nutrida por muitos até hoje, e estranhamente sanada para muitos também, os quais o cultuam como um dos grandes da atual Hollywood. Mas promessa essa, que de fato não se concretizou. Afinal, mais do que finais surpreendentes, é preciso algo que o indiano não tem: estabilidade, equilíbrio.

Seja equilíbrio na qualidade de seus filmes, seja equilíbrio nos aspectos da história, que é onde reside o maior problema de O Último Mestre do Ar. Shyamalan não consegue equilibrar as duas propostas do roteiro, ao falhar não só em incluir o espectador na trama, fazê-lo se interessar pela história, mas também ao falhar em tentar criar o mistério desejado, tentativa pelo qual não houve a identificação. Ao decidir não primar por nenhum, e optar por embutir duas idéias contraditórias, todo o desenvolvimento da narrativa torna-se comprometido. Diferentemente dos outros filmes do diretor, nos quais é notável uma preocupação muito maior com o mistério e, alguns casos, com o sobrenatural.

Por se tratar de um filme de fantasia, seria um ótimo pretexto para embutir todo tipo de devaneio no filme, carregá-lo de emoção, mas ficou faltando. Shyamalan esqueceu-se de jogar a isca. Faltou fisgar-nos, faltou dar-nos motivos para apreciar a narrativa, os efeitos e a fantasia. Faltou o lirismo de Tim Burton em Alice e a magia de Harry Potter – que embora não sejam grandes filmes, têm toda uma carga atrativa.


Durante todo o filme não se vê um traço sequer da tal sensibilidade européia que Shyamalan tanto alega ter. Todos os personagens (sem exceção) são desprovidos de vida; Sem qualquer resquício de sensibilidade, emoção ou carisma, e interpretados muito bem por atores inexpressivos, o que de maneira alguma é bom para um filme com essa pretensão. Como se não bastasse os personagens serem rasos assim, ainda conseguem ser enfadonhos. Em suma: um filme sem alma.

domingo, 29 de agosto de 2010

10 filmes dos anos 50

Essa lista é uma opinião extremamente pessoal. Não tem como objetivo ser um retrato da realidade, mas sim expressar a minha humilde opinião. Certamente você discordará dela, desse modo, fica o espaço para você criar seu próprio Top 10 Anos 90 nos comentários.

1.
A Malvada (Obra-prima de Joseph L. Mankiewicz, conta a história de Eve Harrington (Anne Baxter) e como ela chegou ao estrelato às custas da fama de Margo Channing (Bette Davis), fazendo assim uma crítica à hipocrisia da indústria cinematográfica hollywoodiana. Recordista de indicações ao Oscar, com 14 indicações, sendo 5 delas nas categorias de atuação para Anne Baxter, Bette Davis, George Sanders, Thelma Ritter e Celeste Holm)


2.
Crepúsculo dos Deuses (Norma Desmond (Gloria Swanson) é uma ex-estrela de filmes mudo que entrou em decadência. Ela vive em sua casa com seu mordomo Max von Mayerling (o grande diretor Erich von Strohein), até que ela recebe a visita do roteirista Joe Gillis (William Holden) que ela convoca para escrever o roteiro que a levaria ao estrelato e seria dirigido por Cecil B. DeMille (interpretado por ele mesmo, numa participação mais que especial))


3.
Onde Começa o Inferno (John Wayne, Dean Martin, Ricky Nelson e Walter Brennan formam o grupo policial que tem a missão de proteger uma pequena cidade nesse faroeste de Howard Hawks que conta também com a maravilhosa Angie Dickinson. Um dos faroestes mais divertidos e empolgantes já feito)


4. Sindicato de Ladrões (Obra-Prima de Elia Kazan, conta a história de um ex-boxeador que agora trabalha como estivador, mas que ao provocar involuntariamente a morte de um colega, passa a lutar contra o sistema em que vive. Uma obra magnífica sobre redenção passada no submundo dos portos)


5.
Juventude Transviada (Ícone de toda uma geração, essa obra de Nicholas Ray ajudou a estabelecer a figura com a qual James Dean ficaria conhecido a partir de então. Natalie Wood e Sal Mineo brilham à parte aqui. Uma obra influente e marcante, que mostra como o cinema adolescente um dia já foi bom)


6.
Quanto Mais Quente Melhor (Considerada a melhor comédia de todos os tempos pelo American Film Institute, esse filme de Billy Wilder conta a história de dois músicos que testemunham um massacre e para fugir dos mafiosos, se vestem de mulher e entram em um grupo de musica feminino que irá se apresentar em Miami, em uma conveção de mafiosos. Ganhou uma pseudo-homenagem infinitamente inferior intitulada As Branquelas)


7.
Cantando na Chuva (Um dos musicais mais conhecidos de todos os tempos, retrata a transição do cinema mudo para o cinema falado. Don Lockwood e Lina Lamont são dois astros do cinema mudo, porém a voz de Lamont é horrível. Quando da necessidade de transpor para o cinema falado, Lamont passa a ser dublada por Kathy Selden, por quem Lockwood se apaixona)


8.
Acossado (Primeiro filme do até então apenas crítico Jean-Luc Godard e uma das obras mais importantes da Nouvelle Vague, Acossado é um thriller sobre um ladrão de bancos que vai à casa de uma mulher e passa a viver de pequenos delitos. Um filme que, à primeira vista pode parecer simples demais, mas que, tal como um bom vinho, quanto mais envelhece (na cabeça de quem o assistiu), melhor fica)


9.
Rastros de Ódio (Considerado por alguns o maior faroeste de todos os tempos e a obra-prima de John Ford, Rastros de Ódio conta a história de um homem (John Wayne), cuja família fora dizimada por índios e que parte em uma jornada em busca de vingaça. Embora peque ao tratar índios como pessoas más, ainda é um excelente filme)


10.
Disque M Para Matar (Com um estilo bem teatral, Disque M Para Matar conta de história de um homem que elabora um complexo plano para matar sua esposa, mas um incidente acaba fazendo com que ele tenha de encontrar outra solução rapidamente. Embora eu não seja lá muito fã do diretor, foi o Hitchcock que mais me agradou até hoje)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Apostas e Preferências para o Emmy 2010 - Parte 3

Melhor Minissérie
The Pacific
Return to Cranford


Minha Torcida: Não assisti as minisséries indicadas.
Quem ganha: The Pacific (recordista de indicações, The Pacific tem a seu favor uma grande parte técnica e principalmente o forte prestígio da HBO e de produtores do calibre de Tom Hanks, o que faz dessa a categoria mais previsível do ano).

Melhor Filme para TV
Endgame
Georgia O'Keeffe
Moonshot
The Special Relationship
Temple Grandin
You Don't Know Jack

Minha Torcida: You Don't Know Jack (tema e personagens polêmicos muito bem conduzidos pela direção de Barry Levinson, que conta com um grande elenco, incluindo os vencedores do Oscar Al Pacino e Susan Sarandon);
Quem ganha: Temple Grandin (a HBO domina a categoria, visto que a disputa está entre Temple Grandin e You Don't Know Jack, dois telefilmes da emissora, mas, mesmo com uma pequena margem, o filme estrelado por Claire Danes deve sair vencedor).

Melhor Ator em Filme para TV ou Minissérie
Jeff Bridges (A Dog Year)
Ian McKellen (The Prisoner)
Michael Sheen (The Special Relationship)
Dennis Quaid (The Special Relationship)
Al Pacino (You Don't Know Jack)


Minha Torcida: Al Pacino por You Don't Know Jack (apesar de algumas críticas, acho esse mais um grande trabalho para Al Pacino, que nos últimos anos tem encontrado na TV seus grandes papéis, mas ainda não conferi todos os trabalhos dos indicados na categoria);
Quem ganha: Al Pacino por You Don't Know Jack (já premiado com um Emmy pela minissérie Angels In America, Al Pacino tende a se tornar um dos grandes também na televisão e, apesar da grande concorrência, deve sair com o prêmio novamente ajudado também pela força do seu filme, que recebeu muitas indicações).

Melhor Atriz em Filme para TV ou Minissérie
Maggie Smith (Capturing Mary)
Joan Allen (Georgia O'Keeffe)
Judi Dench (Return to Cranford)
Hope Davis (The Special Relationship)
Claire Danes (Temple Grandin)

Minha Torcida: Claire Danes por Temple Grandin (em um trabalho que facilmente seria indicado ao Oscar caso fosse feito para o cinema, Claire Danes realiza um excelente trabalho, tanto na caracterização como na atuação emocionante);
Quem ganha: Claire Danes por Temple Grandin (favorita da crítica, Claire Danes apresentou uma ótima atuação e tem a seu favor o fato de estar em um telefilme bem recebido pelos membros, prova disso é o grande número de indicações que ele recebeu).

Melhor Ator Coadjuvante em Filme para TV ou Minissérie
Michael Gambon (Emma)
Patrick Stewart (Hamlet)
Jonathan Pryce (Return To Cranford)
David Strathairn (Temple Grandin)

John Goodman (You Don't Know Jack)

Minha Torcida: John Goodman por You Don't Know Jack (não chega a ser um excelente trabalho, mas sua vitória poderia compensar o fato de John Goodman ter sido ignorado por Treme);
Quem ganha: David Strathairn por Temple Grandin (Temple Grandin deve ganhar nessa disputa, apesar do apoio de parte da crítica a Patrick Stewart por Hamlet e do prestígio de John Goodman);

Melhor Atriz Coadjuvante em Filme para TV ou Minissérie
Kathy Bates (Alice)
Julia Ormond (Temple Grandin)
Catherine O'Hara (Temple Grandin)
Brenda Vaccaro (You Don't Know Jack)
Susan Sarandon (You Don't Know Jack)


Minha Torcida: Susan Sarandon por You Don't Know Jack (eu realmente gostei de You Don't Know Jack e o fato de o filme ter alguns dos meus atores favoritos, sem dúvida faz com que eu torça tanto por ele);
Quem ganha: Susan Sarandon por You Don't Know Jack (mais uma categoria onde duelam Temple Grandin e You Don't Know Jack, mas, tanto pela atuação em si como pelo prestígio pessoal, Susan Sarandon deve ganhar).

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Apostas e Preferências para o Emmy 2010 - Parte 2

Melhor Série Cômica
Glee
Modern Family
30 Rock
The Office
Nurse Jackie
Curb you Enthusiasm

Minha Torcida: The Office (não deve ganhar nada, até por ter apresentado uma temporada fraca, mas continua sendo minha série cômica preferida, mas também adoro Curb you Enthusiasm).
Quem ganha: Modern Family (uma série com estilo querido entre os votantes, basta ver as muitas indicações que recebeu, em especial nas categorias de atuação, mas que enfrentará o forte prestígio de 30 Rock e o hype em torno de Glee).

Melhor Ator em Série Cômica
Matthew Morrinson (Glee)
Alec Baldwin (30 Rock)
Steve Carell (The Office)
Jim Parsons (The Big Bang Theory)
Larry David (Curb your Enthusiasm)
Tony Shalhoub (Monk)



Minha Torcida: Larry David por Curb Your Enthusiasm (sempre excelente, ainda mais no episódio submetido, Larry David é o melhor nessa categoria tão fraca).
Quem ganha: Larry David por Curb Your Enthusiasm ou Tony Shalhoub por Monk (o fato de ser a última temporada de Monk ajuda a campanha de Tony Shalhoub, mas Larry David tem a seu favor um episódio excelente, o que embola a disputa).

Melhor Atriz em Série Cômica
Lea Michele (Glee)
Tina Fey (30 Rock)
Edie Falco (Nurse Jackie)
Toni Collette (The United States of Tara)
Amy Poehler (Parks and Recreation)
Julia Louis Dreyfuss (New Adventures of Old Christine)



Minha Torcida: Toni Collette por The United States of Tara (mais uma grande atriz de cinema dando um show na televisão e tendo, pelo menos no Emmy do ano passado, seu talento reconhecido).
Quem ganha: Toni Collette por The United States of Tara ou Edie Falco por Nurse Jackie (conta contra a excelente Toni Collette sua vitória no ano passado, já que nessa categoria eles não costumam premiar a mesma atriz dois anos seguidos, além do forte prestígio de Edie Falco, que teve sua série indicada na categoria de Melhor Série Cômica).

Melhor Ator Coadjuvante em Série Cômica
Ty Burrell (Modern Family)
Jesse Tyler Ferguson (Modern Family)
Eric Stonestreet (Modern Family)
Chris Colfer (Glee)
Neil Patrick Harris (How I Met your Mother)
Jon Cryer (Two and a Half Men)




Minha Torcida: Ty Burrell por Modern Family (qualquer um de Modern Family ganhando seria justo com a série, então que ganhe Ty Burrell, que merecia ser indicado em Melhor Ator em Série Cômica e ainda assim seria um dos favoritos);
Quem ganha: Ty Burrell por Modern Family (como Modern Family dominou as categorias dos coadjuvantes e não tem chances na categoria feminina, os três atores da série têm chances, em especial Burrell, que, entretanto, enfrenta a concorrência forte de Neil Patrick Harris).

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Cômica
Julie Bowen (Modern Family)
Sofia Vergara (Modern Family)
Jane Lynch (Glee)
Jane Krakowski (30 Rock)
Holland Taylor (Two and a Half Men)
Kristen Wiig (Saturday Night Live)



Minha Torcida: Jane Lynch por Glee (categoria que apresenta indicadas excelentes como Jane Lynch e Julie Bowen, mas também indicações desnecessárias para Holland Taylor e Kristen Wiig);
Quem ganha: Jane Lynch por Glee (uma das vitórias mais previsíveis é a de Lynch, excelente como Sue em Glee, mas não podemos descartar a não menos excelente Julie Bowen de Modern Family).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Apostas e Preferências para o Emmy 2010 - Parte 1

Hoje comento as categorias dramáticas mais importantes do Emmy 2010. Até dia 29, quando ocorrerá a cerimônia, ainda comentarei as categorias de comédia e de telefilme e minissérie.
Melhor Série Dramática
Mad Men
The Good Wife
Lost
Dexter
Breaking Bad
True Blood


Minha Torcida: Mad Men (terceira temporada excelente, melhor elenco e roteiro da televisão atualmente e, apesar de ser o último ano de Lost, eles tendem a manter a tradição de votar na mesma série nessa categoria quando ela mantêm a qualidade).
Quem ganha: Mad Men (a disputa está entre Mad Men e Lost, qualquer outra vencendo seria uma surpresa para mim, mas não necessariamente uma injustiça, especialmente se Breaking Bad surpreendesse).

Melhor Ator em Série Dramática
Jon Hamm (Mad Men)
Matthew Fox (Lost)
Michael C. Hall (Dexter)
Bryan Cranston (Breaking Bad)
Hugh Laurie (House)
Kyle Chandler (Friday Nigh Lights)



Minha Torcida: Bryan Cranston por Breaking Bad (ainda não assisti a quarta temporada de Dexter e, apesar de ser fã de Jon Hamm, que está excelente na terceira temporada e no episódio submetido de Mad Man, ver Bryan Cranston ganhar novamente será um prazer).
Quem ganha: Michael C. Hall por Dexter (a disputa está entre Michael C. Hall e Bryan Cranston, atual vencedor, mas as vitórias do primeiro no SAG e Globo de Ouro, aliado ao sucesso da temporada podem ser decisivos para que ele finalmente saia vencedor e, pelo seu histórico na série, não será de modo algum uma injustiça).

Melhor Atriz em Série Dramática
January Jones (Mad Men)
Julianna Margulies (The Good Wife)
Kyra Sedgwick (The Closer)
Mariska Hargitay (Law & Order: SVU)
Glenn Close (Damages)
Connie Britton (Friday Night Lights)


Minha Torcida: January Jones por Mad Men (feliz de ver January Jones e Connie Britton finalmente indicadas, mas adoraria ver a primeira conquistando mais do que sua primeira indicação esse ano ganhando a estatueta).
Quem ganha: Julianna Margulies por The Good Wife (suas vitórias no SAG e Globo de Ouro, bem como a indicação de sua série para a categoria principal, mostram a força de Margulies, que tem tudo para vencer, tanto pelo prestígio como por merecimento, mas não podemos descartar a atual vencedora Glenn Close).

Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática
John Slattery (Mad Men)
Martin Short (Damages)
Michael Emerson (Lost)
Terry O’Quinn (Lost)
Aaron Paul (Breaking Bad)
Andre Braugher (Men of a Certain Age)


Minha Torcida: Aaron Paul por Breaking Bad (Por mais que admire o trabalho da dupla de Lost, os dois vêm dominando a categoria a bastante tempo e não custa nada finalmente reconhecer o excelente trabalho de Aaron Paul e dar algum prêmio a Breaking Bad, que poderá ficar sem o Emmy de Melhor Ator em Série Dramática).
Quem ganha: Terry O'Quinn por Lost (não chegará a ser uma injustiça se Terry O'Quinn ou Michael Emerson ganharem, o que é bem provável, mas não podemos descartar uma possível divisão de votos entre os dois e uma vitória de Aaron Paul).

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática
Elisabeth Moss (Mad Men)
Christina Hendricks (Mad Men)
Archie Panjabi (The Good Wife)
Christine Baranski (The Good Wife)
Rose Byrne (Damages)
Sharon Gless (Burn Notice)

Minha Torcida: Elisabeth Moss por Mad Men (essa possivelmente não é a melhor temporada de Elisabeth Moss em Mad Men, mas é muito injusto ela ainda não ter um Emmy e mais ainda a série não ter um prêmio nas categorias individuais de elenco).
Quem ganha: Elisabeth Moss por Mad Men ou Christine Baranski por The Good Wife (as duas podem dividir votos com Christina Hendricks e Archie Panjabi, respectivamente, porém, por serem mais fortes que suas companheiras de série, acredito que uma das duas vencerá).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os melhores dos anos 60, pela comunidade do orkut

Foi aberto um tópico em nossa comunidade no orkut com o objetivo de eleger os melhores filmes dos anos 60, nos mesmos moldes usados para a lista dos anos 70, 80, 90 e 2000. Caso você queira participar das próximas listas, basta entrar em nossa comunidade e responder os tópicos referentes à Top 10 clicando no link "orkut" logo abaixo do banner. A lista final é a seguinte:


1. Psicose de Alfred Hitchcock (Considerado por muitos a obra-prima de Hitchcock, Psicose é um suspense sobre uma mulher que acaba tendo de passar uma noite em um hotel de beira de estrada. Com uma reviravolta na trama completamente inovadora para a época e um dos finais mais surpreendentes da história, Psicose é, sem dúvidas, um filme marcante)


2. 2001: Uma Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick (Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick escreveram conjunta e simultaneamente o roteiro e o livro que narra uma viagem espacial para investigar o aparecimento de um estranho monolito em Júpiter. Dividido em quatro partes perfeitamente bem definidas e que encaixam de uma maneira magistral, 2001 é mais do que uma ficção científica, é simplesmente uma das maiores obras artísticas já realizadas por um ser humano (embora possa ser considerado relativamente maçante por fãs de ação))


3. Três Homens em Conflito de Sergio Leone (Terceira parte da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, precedido por Por um Punhado de Dólares e Por Uns Dólares a Mais, Três Homens em Conflito narra as desventuras de três sujeitos em busca de uma quantidade exorbitante de dinheiro que está enterrado em um cemitério. Cada um deles sabe uma parte da localização, mas nenhum deles está disposto a dividir a grana)


4. Dr. Jivago de David Lean (Épico de mais de 3 horas onde David Lean usa a Revolução Bolvechique para contar a história de de amor entre Yuri Zhivago e Lara Antipova. Roteiro excelente, parte técnica perfeita e uma trilha sonora ao som de balalaikas criam um clima todo especial à obra)


5. Bonequinha de Luxo de Blake Edwards (A doce e linda Audrey Hepburn está ainda mais doce e linda na pele da prostituta Holly Golightly que sonha em casar com um homem rico, mas acaba se apaixonando pelo vizinho escritor. Um filme no qual o clima geral da obra é superior ao roteiro. Destaque para a canção Moon River de Henry Mancini e para a cena de abertura, que eu considero uma das mais marcantes da história do cinema)


6. Clamor do Sexo de Elia Kazan (Filme sobre as relações amorosas de um jovem casal no Kansas do final da década de 20, que embora apaixonados, sofrem com a repressão sexual existente na época. Indicado aos Oscars de Melhor Atriz, pela atuação de Natalie Wood e Melhor Roteiro Original, saindo vencedor pela segunda)


7. Dr. Fantástico de Stanley Kubrick (Comédia de humor negro de Stanley Kubrick baseada no livro de Peter George, Dr. Fantástico é uma sátira da Guerra Fria e do conflito em EUA e URSS na década de 60. Quando um general completamente insano ordena o bombardeio nuclear à União Soviética, os maiores líderes políticos se reúnem para discutir a solução da crise. Passagens memoráveis como as cenas da Sala de Guerra, a luta entre o General Buck Turgidson e o embaixador russo, a cavalgada da bomba atômica, o diálogo entre o presidente Merkin Muffley e o presidente da União Soviética, as falas do Dr. Fantástico, a Máquina do Juízo Final e a cena final fazem desse um filme inesquecível)


8. Os Pássaros de Alfred Hitchcock (Suspense ambientado na pequena cidade de Bodega Bay, os passáros, sem qualquer motivo aparente, passam a atacar os moradores enfurecidamente. Indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais)


9. Se Meu Apartamento Falasse de Billy Wilder (Um funcionário de uma companhia de seguros sobe de cargo emprestando seu apartamento para que seus chefes levem para lá suas amantes. Isso até que uma das amantes tenta se matar no apartamento. Último filme em preto-e-branco a vencer o Oscar de Melhor filme antes de A Lista de Schindler, levou também como Melhor Diretor, Roteiro Original, Montagem e Direção de Arte)


10. Era Uma Vez no Oeste de Sergio Leone (Palavras não são suficientes para descrever a magnitude desta obra. Elenco brilhante formado por Henry Fonda, Claudia Cardinale, Jason Robards e Charles Bronson, é superado em grandiosidade apenas pela equipe de roteirista, que eu, particularmente, considero a melhor equipe já reunida em um roteiro na história do cinema: Sergio Donati, Mickey Knox e os grandiosíssimos gênios Dario Argento, Sergio Leone e Bernardo Bertolucci. Como eu não posso descrever essa obra, cito aqui as palavras de Sergio Leone: "O ritmo do filme pretendeu criar a sensação dos últimos suspiros que uma pessoa exala antes de morrer. Era Uma Vez no Oeste é do começo ao fim, uma dança da morte. Todos os personagens do filme, exceto Claudia. têm consciência de que não chegarão vivos ao final")

Top 30:

11 - Rocco e seus Irmãos
12 - Perdidos na Noite
13 - O Anjo Exterminador
14 - A Hora do Lobo
15 - 8 e Meio
16 - O Que Terá Acontecido a Baby Jane?
17 - Butch Cassidy
18 - O Bebê de Rosemary
19 - Lawrence da Arábia
20 - O Sol É Para Todos
21 - A Primeira Noite de um Homem
22 - Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
23 - O Demônio das Onze Horas
24 - Minha Bela Dama
25 - A Noviça Rebelde
26 - Por uns Dólares a Mais
27 - Disque Butterfield 8
28 - Charada
29 - Ao Mestre com Carinho
30 - Por um Punhado de Dólares

Menções Honrosas:

Deus e o Diabo na Terra do Sol
Spartacus
Planeta dos Macacos
Terra em Transe
Fahrenheit 451
O Sol por Testemunha


E então? Gostou da lista? Odiou? Faltou algum filme? Não se esqueça de deixar seu comentário.

domingo, 22 de agosto de 2010

Breve reflexão sobre os irmãos Wachowski, Matrix, e outros escritos

Todos os filmes têm algo a dizer. Obviamente existem filmes com mais conteúdo, com mais para dizer, e há aqueles que fingem ter muito para dizer, mas que no fundo dizem quase nada. No máximo dizem: não tenho o que dizer. Mas dizem. O que acontece é que, por outro lado, alguns são realmente sinceros em sua pretensão. Irrequietamente, os irmãos Wachowski têm algo a dizer. É hora de parar para ouvi-los.

Todos os filmes dos irmãos retratam uma sociedade corrupta, uma sociedade pautada nas aparências. Sociedade essa, na qual existe alguém que é especial e se sobressai em relação aos demais. Esse alguém “escolhido” sacrifica-se pela verdade. Ai está. Qualquer filme dos irmãos que estiver passando por sua cabeça agora se encaixa nesse esqueleto básico constante em seus filmes. O mérito dos irmãos encontra-se justamente em mascarar esse assunto para seus filmes não se tornarem repetitivos demais. Para isso eles utilizam os mais diversos recursos, desde inundá-los em citações literárias e filosóficas – passando por Lewis Carrol, Platão, Gibson entre outros mil - à caminhar por universos dos desenhos e quadrinhos buscando uma estética nova que disfarce o real conteúdo da obra.

Na trilogia Matrix, Neo é o tal sujeito que se sobressai. Sendo chamado, inclusive, de escolhido. Em Speed Racer, o corredor X o é. Embora não seja o personagem principal propriamente dito, a função de manter a mensagem dos irmãos recai sobre ele. Já em V de Vingança, filme que não é dirigido pelos Wachowski, mas cujo roteiro é de autoria dos irmãos, o papel fica a cargo do próprio personagem-título. Confesso, contudo, não ter assistido ainda à “Ligadas Pelo Desejo”, filme pioneiro dos irmãos, nem à “Assassinos”, outro apenas roteirizado. Mas acredito que de fato não fuja da premissa.

Talvez devêssemos prestar atenção na mensagem, largar o I-pod por 5 minutos e buscar a verdade, tal qual os irmãos propõem. Ou talvez seja melhor fingir que não há mensagem a ser transmitida, e rever as cenas de ação dos filmes, colocando-as como o grande enfoque da obra. É, e ainda tem gente que diz que Matrix é mero entretenimento.

sábado, 21 de agosto de 2010

A arte de Tim Burton... Um pouco diferente

Aproveitando a recentemente postada amostra de Carlos Ramos sobre Kubrick, aqui disponho uma exposição de Tim Burton... Feita pelo próprio Tim Burton! Muitos não sabem, mas o diretor de Peixe Grande e de Sweeney Todd é também artista plástico, com imagens expostas em vários países, a maioria delas relacionadas aos seus filmes. Aqui seguem algumas delas. Enjoy!